RESUMO DO LIVRO RELAÇÕES
INTERPESSOAIS
Relações interperssoais é o
conjunto de procedimentos que facilita a comunicação e a linguagem.
Todo ser humano é único e a maneira que cada pessoa dá sentido as
coisas é diferente. Por serem tão diferente isso dificulta as
relações.
As relações interpessoais, buscam procedimentos que amenizem essa
singularidade, para podermos viver em harmonia e para transformar
colegas em companheiros. Trabalhar relações interpessoais no
contexto didático pedagógico é fundamental e imprescindível, pois
as escolas ao assumir o papel de educar firmaram uma aproximidade,
que vai além do ser professor e aluno. Mas para isso é essencial
que o educador esteja preparado para usar as seguintes questões:
Preciso fazer algo pelas relações humanas, preciso estar preparado
para esse fazer, esse é o momento certo para fazê-lo.
Também cabe ao observar a personalidade do aluno, é fundamental que
o educador tenha paciência, persistência, objetividade, coerência,
e competência para poder ter resultados positivos em relação à
mudança comportamental.
Cabe a escola ajudar a criança a se conhecer, dar segurança,
observar as suas necessidades mostrando que é preciso compartilhar,
pedir ao invés de pegar, procurar compreender as razões do outro
aprendendo a viver com a auto-estima e sem culpa.
Para Rogers, se existem coerência e congruência entre a maneira
como se vê, e os anseios do que desejaria ser, apresentara um
desenvolvimento e equilíbrio integrado.
Nas relações humanas a comunicação pode ser dividida em quatro
questões:
Falar e dizer:
Falar é bem mais que dizer, dizer é apenas transmitir um recado,
passar uma informação. Não é papel da à escola ensinar seus alunos
a dizer, pois exitem pessoas que passam pela vida apenas dizendo e
outras que falando constrói idéias, excitam pensamento, mudam o
mundo. Para isso o educador deve oferecer ao educando
possibilidades de ler e produzir textos, independente da área, e
depois explorar a oralidade e mostrar aos alunos as diferenças
entre dizer e falar.
Ajudando o aluno a falar:
Falar bem ou não saber falar não tem nada a ver com genética. Isso
se deve muito mais ao aprendizado e depende também ao momento
certo, de nada adiantara se a pessoa não estiver preparado. A
preparação para falar bem esta associada muito à família, se os
mesmos têm um bom vocabulário, se usa a gramática corretamente.
Isso faz com que as crianças melhor se expressem. Em sala a ação
seria mostrar a importância da leitura e praticá-la constantemente,
proporcionando momentos de reflexão e diálogo, introduzindo esses
hábitos em sala de aula.
A palavra à verdade e a mentira:
Deve sempre deixar claro o que é verdade, o que é mentira, sem
deixar dúvidas, sabendo falar a verdade mesmo que seja dura, mas
com serenidade e por pessoas habilitada para fazê-lo. Violar esse
direito é desrespeitar o crescimento marcando-o com prejuízos que o
tempo cedo ou tarde, cobrará.
Nem só a palavra comunica:
O movimento do corpo é uma forma de expressão e às vezes falam mais
que as palavras, os sinais inconscientes dos movimentos, a
linguagem do olhar, as danças das mãos, tudo isso mostra se fazemos
o ato de educar com alegria.
Podemos trabalhar relações interpessoais em sala de aula através de
jogos operatórios, estudo de caso, dando conselho de lição de
moral, cada tema desses de acordo com as circunstancias.
Conhecimento com a faixa etária:
Podem ser ministradas em qualquer faixa etária, as dramatizações
somente a partir dos doze anos.
Definição clara dos objetos pretendidos:
Trabalhar relações interpessoais para desenvolver no aluno uma
visão sistemática, facilitar a integração dentro da escola,
desenvolver habilidades para administrar e compreender emoções e se
auto-conhecer, é papel da escola. Também podem ser discutidos temas
sobre violência, drogas.
Levantamento dos recursos materiais e humanos:
Não é preciso fazer mudanças para se trabalhar com relações
pessoais, apenas um acressimo de uma aula por semana, se possível
com um professor próprio da turma.
Organização de temas que representarão pressupostos morais ou
filosóficos da programação desenvolvida.
A existência de um micro objetivo no trabalho com relações
intrpessoais não pode classifica alguns caracteres com sugestões de
tema: habilidades em se colocar no lugar do outro,
auto-conhecimento, ética, entre outros. Definição de quando e como
e onde trabalhar. Um projeto pode durar todo um ano letivo ou uma
parte do mesmo, envolvendo toda uma classe, a qual exige uma
atmosfera tranqüila, mostrando ao aluno que a escola e os
professores sabem executar o projeto, deixando o aluno à vontade
onde o clima de ajuda mutua aconteça, todos devem estar ali para
transmitir seus saberes, ouvindo uns aos outros sem embaraços e
incerteza.
Em relações humanas podemos admitir que não existam padrões
compotamentais comuns e que todo ser humano abriga uma
individualidade que o torna sempre singular.
Conhecimentos de estratégias que estimulam a discurssão e
aprofundam o debate, faz aflorar mudanças positivas nas relações
intrpessoais:
Podemos desenvolver estratégias de três categorias;
Jogos operatórios formais como, autógrafos, eleições, contos,
painel de fotos entre outros.
Estudo de caso ou atividades de dramatização tudo num mesmo
projeto. Em cada estratégia deve haver separação em dois momentos:
apresentação da estratégia maquete, reflexões e discurssões sobre
as mesmas. Essa etapa damos o nome de garimpagem, pois colhemos
aqui e ali idéias, opiniões e sentimentos.
Procedimento que aproxima a família da escola e portanto, possam
elevar a dimensão das mudanças que se busca construir :
A escola aumenta a participação familiar muito mais que a saúde,
sendo assim é essencial sua participação, pois pais e escola devem
trabalhar juntos. O ideal seria o desenvolvimento de um projeto de
relações interpessoais para alunos e outro para pais.
Um sistema de avaliação formativa:
Trabalhar relações interpessoais na escola é permitir que
sentimentos ingressem no espaço de sala de aula. Mas como avaliar
relações interpessoais e emoções? É possível trabalhar emoções se
abrirmos espaço no horário escolar para os alunos refletirem casos,
opiniões sobre sentimentos, emoções, solidariedade, ternura,
alegria, entre outros, substituindo o improviso de um conselho pela
rotina de buscar objetivo e caminho para que o aluno saiba
expressar suas emoções, administrar seu estado de humor, construir
empatia, saber motivar e exercitar suas habilidades. A avaliação da
conquista afetiva, não deve escorregar pela invasão de privacidade
do aluno, avaliar emoções representa jamais confundir o aluno com o
seu ato, as recriminações devem ser dirigidas ao que se faz; jamais
a quem as fez. O maior risco de fracassarmos na avaliação é
confundir avaliação tradicional com formativa. Sendo essa essencial
para trabalhar relações interpessoais, pois a tradicional define
uma nota ou conceito, a formativa prevalece à observação
sistemática visando aprimorar atividades e possíveis mutabilidades
comportamentais, sendo assim não existe nota nem
boletins.